Empresa portuguesa desenvolve equipamento para criar quartos de pressão negativa

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Tecnologia permite transformar quartos convencionais em quartos de pressão negativa para tratar doentes infectocontagiosos, bem como fazer a purificação do ar eliminando assim os vírus e bactérias e prevenindo a contaminação.
De forma a ajudar no combate à pandemia da Covid-19 em Portugal, a empresa portuguesa OCRAM, detida pelo grupo Vieira & Lopes desenvolveu um equipamento que possibilita a transformação de quartos convencionais em quartos de pressão negativa para tratar doentes infetocontagiosos.
Em comunicado, a empresa revela que até ao momento já estão disponíveis duas dezenas de equipamentos que de resto já encontram em funcionamento em hospitais públicos e privados, bem como em laboratórios na região Norte do país, onde a empresa se encontra sediada.
Esta tecnologia denominada como ‘Nano Purifying System’ (NPS) permite purificar o ar eliminando assim os vírus e bactérias e prevenindo a contaminação e incluindo equipamentos clínicos, compactos e portáteis, prontos para responder com flexibilidade à urgência de criar novos espaços para ajudar a salvar vidas.
Marco Lopes, CEO da empresa Vieira & Lopes, detentor da marca OCRAM refere que “nas últimas semanas temos trabalhado em contrarrelógio com os nossos talentos para aplicar a tecnologia NPS e dar resposta aos inúmeros pedidos que nos vão chegando. Sabemos que é possível fazer a diferença e ter um papel relevante nesta luta que é de todos”.
De acordo com os dados da Direção Geral de Saúde, em Portugal, o rácio de camas é de 4,2 por cada por cada 100 mil habitantes. No entanto, das 438 camas que existem nas unidades de cuidados intensivos (UCI), somente 72 são em quartos de isolamento de pressão negativa, onde se encontram eos doentes infetocontagiosos. A região Norte conta com 150 camas e apenas 30 possuem caraterísticas.
Números que o CEO da Vieira & Lopes classifica de “alarmantes e que, perante um cenário de pandemia, testam ao limite mesmo os mais bem preparados sistemas de saúde”.
Fonte: Jornal Económico
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