Tall Ships 2020 em Águas Portuguesas

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Ana Lima
ALC Comunicação

Os números são impressionantes tanto em Lisboa 2012/2016 como em Sines 2017.
Sempre que os Gigantes do Mar se aproximam da costa portuguesa, todos sabemos que o número de navios, tripulantes, visitantes, embarques e notícias atingem valores de cortar a respiração.
É, sem dúvida, o acontecimento náutico do ano. Se olharmos para a última visita a Lisboa, verificamos que tivemos no Cais de Santa Apolónia 650.000 espectadores e 3.797 tripulantes distribuídos por 51 navios.
A Aporvela conseguiu proporcionar o embarque a 379 jovens (anfitriã que mais trainees embarcou), que desta forma tiveram uma experiência única a bordo de navios de outros tempos.
Toda esta organização está nas mãos da Associação Portuguesa de Treino de Vela – Aporvela (fundada em 1980) que é responsável pela requalificação de alguns navios, onde se inclui a Caravela Vera Cruz e por trazer para Portugal, desde 1982, a organização da regata The Tall Ships Races com grande sucesso.
Um dos principais objetivos passa por fomentar a ligação dos jovens ao Mar e promover a preservação do património náutico nacional.
Um evento que tem a mistura perfeita entre velhos amigos e novos horizontes. A Aporvela já construiu três caravelas que atravessaram várias vezes os Oceanos e trabalha muito com a população mais jovem. Todos somos voluntários e neste momento temos em mãos a vinda dos Tall Ships a Lisboa em 2020.
Não esquecemos, no entanto, os feitos dos nossos navegadores e, por isso, estamos a tentar tornar uma realidade o sonho da Rota de Magalhães que comemora 500 anos (viagem de circum-navegação). “Trabalhamos muito com jovens e sentimo-nos muito honrados por termos esta missão de transmitir o exemplo dos nossos navegadores às camadas mais jovens” salienta o Comandante João Lúcio, Presidente da Aporvela.
Em 2020, a frota Tall Ships visita 3 Portos habituados a receber os Gigantes do Mar – Lisboa, Cádiz e Corunha (no total, os Tall Ships já visitaram estas cidades 22 vezes) e termina em Dunkirk (França), cidade anfitriã pela primeira vez.
A Aporvela é uma das fundadoras da STI – Sail Training International, que por sua vez é a líder mundial na organização de regatas e eventos, seminários, pesquisas, publicações, e outros serviços para a comunidade de Treino de Vela Internacional.
A Aporvela, foi fundada por um conjunto de velejadores oceânicos, dos quais se destaca o seu primeiro presidente e grande impulsionador, Luís Guimarães Lobato. Reunindo uma equipa inicial de grande reputação, a Aporvela foi responsável pela requalificação do lugre Creoula, a construção das Caravelas Bartolomeu Dias, Boa Esperança e Vera Cruz.
A Caravela Vera Cruz é uma réplica das antigas caravelas portuguesas, construída pela Aporvela em 2.000 no estaleiro naval de Vila do Conde no âmbito da comemoração dos 500 anos do Descobrimento do Brasil.
Este navio é um espaço de história, que conta ao longo do ano com muitas visitas de estudo dos mais jovens e que tem sido palco de muitos eventos a nível nacional e internacional.
Paul Bishop, Diretor Internacional da regata há longos anos e um apaixonado por Portugal explica: “Eu encorajaria qualquer jovem entre 15 e 25 anos com um senso de aventura a inscrever-se em qualquer uma das nas Corridas dos Tall Ships 2020. Tendo ou não experiência em navegação, esta será sempre uma excelente oportunidade.”

 

Porto de Lisboa, um Parceiro Aporvela desde sempre

Olhando para o mar e para a melhor forma de dar continuidade à história marítima portuguesa promovendo o treino de vela junto dos mais jovens, o Porto de Lisboa e a Aporvela têm desenvolvido um trabalho de conjunto há 38 anos, tendo como momento mais alto a presença no Rio Tejo dos veleiros da Tall Ships Races.
Deve-se ter em conta que Lisboa foi o primeiro porto do Mundo a receber nos seus cais os veleiros presentes na 1ª edição dos Tall Ships Race. Guimarães Lobato, fundador da Aporvela, viu nestas regatas a oportunidade de fazer renascer as tradições náuticas junto das camadas mais jovens.
Lisboa recebe assim a 1ª edição da regata em 1956 que foi um êxito contando com a presença de 12 grandes veleiros que ligaram Torbay, na Inglaterra, a Lisboa estando Portugal representado pelo Navio Escola Sagres e pelo veleiro Bellatrix.
Dando continuidade a esta tradição, a A.P.L. e a Aporvela assinaram recentemente um novo Protocolo, que visa o desenvolvimento de trabalho, por ambas as partes, nos próximo dois anos e que trará novamente até Lisboa, em 2020, as Tall Ships Races.
Nesta cerimónia em que estiveram presentes a Presidente do Conselho de Administração do Porto de Lisboa, Lídia Sequeira e o Ricardo Medeiros (Membro da Direcção) e em representação da Aporvela o Presidente Comandante João Lúcio e o Vice-Presidente, Rui Costa, foi salientada a importância desta parceria de longa data.

De acordo com Lídia Sequeira “A Aporvela tem feito um trabalho notável, totalmente aberto á população com objetivos muito bem definidos, precisos, muito nobres e sempre ligados á juventude. A forma como a Aporvela faz a literacia dos Oceanos é notável e deveria servir de exemplo a todas as associações ligadas ao mar. Por tudo o que disse é com imensa satisfação que assinamos este Protocolo que visa a presença dos veleiros que estarão em Lisboa com as Tall Ships Races 2020. Todos desejamos que a próxima edição seja um êxito á semelhança do que tem acontecido em edições anteriores”.
De acordo com o Presidente da Aporvela, Comandante João Lúcio “Sem a Parceria com o Porto de Lisboa a Aporvela não teria forma de subsistir. Toda a direção e a associação conta com o trabalho dos voluntários em todas as áreas, no comando da Caravela e as Tripulações. Devo dizer que desde a nossa fundação há 38 anos que temos contado sempre com o apoio da APL desde as estruturas aos atuais escritórios na Doca de Alcântara, com um espaço fantástico e com a possibilidade de ter a Caravela ali ao lado. Os navios congéneres têm agora a possibilidade de encostar no pontão mesmo em frente às novas instalações podendo utilizar também o nosso espaço para escritório, duches, etc. Esta nova localização é sem dúvida uma mais-valia para a Aporvela.”

 

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