O triângulo América – Portugal – África

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Graça Didier
Secretária Geral da Câmara de Comércio Americana em Portugal

 

Três continentes, três culturas mas a mesma vontade de colaborar para o crescimento económico, o desenvolvimento sustentável e a criação de riqueza.
Este é o ponto de partida para refletirmos qual pode ser o papel de Portugal numa triangulação na vertente económica e empresarial entre os EUA e os países africanos de expressão portuguesa.
A língua.
Uma língua comum. O português liga-nos de uma forma muito particular a estes países africanos. Por outro lado em Portugal e sobretudo no mundo empresarial e nas novas gerações, o inglês é falado de uma forma generalizada e corrente.
A língua é muitas vezes uma barreira, no desenvolvimento de relações ou, dizendo de outra forma, a língua é um facilitador para um bom entendimento e criação de confiança mutua, fatores determinantes no mundo dos negócios.
A cultura
Cada país tem a sua própria cultura e a sua cultura de fazer negócio. Sabemos quanto importante é no mundo dos negócios conhecer, respeitar e acompanhar a cultura dos nossos parceiros.
Se quase poderíamos dizer que o “doing business” americano é o oposto do “doing business” africano, Portugal entende os dois modos de fazer negócio e adapta-se muito bem a qualquer um deles. Somos por razões históricas um pais e um povo com uma enorme facilidade de adaptação e de aceitação das diferenças. Temos relações históricas com estes dois blocos de há muitos anos e por isso um conhecimento acumulado e uma confiança e respeito mutuo que facilita as relações com ambos.
As pessoas
Tudo se faz com pessoas. As pessoas são sempre o centro das relações sejam elas quais forem e portanto também das relações de negócio.
São conhecidas as relações económicas e comerciais entre Portugal e os países africanos lusófonos, com investimentos, exportações nos dois sentidos e com Portugueses a viverem, a trabalharem e a investirem nestes países e Africanos a viverem, a trabalharem e a investirem em Portugal. Isto cria uma rede de ligações e um networking de excelência, e de uma enorme importância criando oportunidades únicas.
Podíamos ainda falar sobre as matrizes jurídicas que são muito semelhantes entre Portugal e os países africanos lusófonos, as excelentes relações diplomáticas de há muitos anos entre Portugal e estes dois blocos, a colaboração que tem havido ao longo de tantos anos e em tantos sectores,  os pontos comuns na área cultural, as parcerias que se tem desenvolvido na área da educação e da formação e tantos outros fatores que nos aproximam de Africa e também dos EUA.
Todos estes são fatores pilares e determinantes para fazer de Portugal um vértice essencial nesta triangulação, e estamos certos que muito poderemos contribuir para promover o conhecimento mutuo e o desenvolvimento de relações duradouras, sustentáveis e de interesse mutuo, abrindo mercados de e para os dois lados, reduzindo barreiras e identificando oportunidades e vantagens comparativas.
São conhecidas as dificuldades dos EUA e dos seus empresários para se aproximarem de Africa e por isso a ligação de empresas americanas a empresa portuguesas para acederem ao mercado africano de expressão portuguesa e vice-versa é um caminho certeiro para ultrapassar estas dificuldades.
Portugal é um país amigo dos africanos e dos americanos que tem a vantagem de os poder aproximar.
Por tudo que dissemos Portugal deve ser visto como um país facilitador nestas relações dado as afinidades históricas, culturais, da língua e até de sangue, e a Câmara de Comércio Americana em Portugal pode e quer ser um parceiro neste processo.

 

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