Câmara de Comérico e Industria Portugal – Senegal e Africa Ocidental (CCIPS)

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No âmbito das relações bilaterais entre Portugal – Senegal foi constituida, no passao dia 4 de Maio, a Câmara de Comérico e Industria Portugal – Senegal e Africa Ocidental (CCIPS), um projeto criado por um conjunto de empresários e personalidades de relevo no panorama nacional e da diáspora portuguesa a operar no Senegal.
A experiencia internacional e as valências multidisciplinares dos corpos diretivos deste novo projeto e instrumento institucional, agora ao serviço das relações entre os dois paises e a regiaão de Africa Ocidental, constitui-se como um ativo importante para o apoio às empresas e empresários de ambos os lados, designadamente à internacionalização das suas atividades e ao acompanhamento técnico dos respetivos tecidos empresariais .
Portugal e Senegal passam a ter na CCIPS uma plataforma dinâmica e uma ponte económica e corporativa entre os dois mercados, uma estrutra contínua e articulada na medida em que em Dakar foi constituida uma Delegação Permanente da CCIPS, organismo homólogo de direito senegalês composta por uma direção mista de membros portugueses e senegaleses que permitirá a exploração de sinergias positivas e em simultâneo a implementação de politicas de cooperação, comerciais,  financeiras e culturais.
Um Programa de Atividades bianual animará as relações entre empresas e organismos ( públicos e privados) na expetativa de que o envolvimento dos diversos operadores dos diferentes segmentos da sociedade comercial e civil possa aproximar ainda mais, estes dois destinos. A CCIPS assume-se desta forma como uma ligação Europa – África capaz de acompanhar a evolução contemporânea onde ambos desempenham um papel relevante e histórico nos dois continentes.

 

Numa descontraida conversa nas instalações do escritórios de Lisboa da CCIPS procuramos saber um pouco mais sobre a origem da CCIPS  tendo como convidados, Jorge Sousa, Presidente da CCIPS Portugal e Ernesto Nobre, respetivo Secretário Geral.

Considerando a sua experiencia no associativismo e em concreto no âmbito de outras estruturas semelhantes, porquê o Senegal para mais este projeto pessoal?
Jorge Sousa: ​Temos que considerar 3 razões fundamentais: a primeira de cariz historico, temos relações centenárias e de boa vizinhança com este pais na nossa fronteira sul alargada; em segundo trata-se de uma economia em franco crescimento​ com vontade de cooperar e com boa recetividade historica ao investimento português, e com condições de segurança francamente boas face ao contexto africano, por útlimo, a paridade cambial fixa face ao Euro, o regime de circulação de capitais e a possibilidade e recetividade das autoridades locais em rececionar projetos portugueses.

Qual tem sido a recetividade dos mercados onde opera a CCIPS e quais são as expetativas de médio prazo?
Jorge Sousa: ​Para uma camara recém-criada, tem sido francamente boas, de tudo, nada como não criar falsas expectativas, mas antes cumprir pequenos passos mas sustentáveis. Neste momento, temos encetado diligências junto da autoridades dos dois países de forma a constituirmo-nos como uma plataforma credível de troca de experiências e contactos nas vertentes tradicionais do comércio, mas também da cultura e da cidadania.​

A CCIPS constitui-se em ambos os países, Portugal e Senegal, em que medida pode esse factor contribuir para uma melhor cooperação entre ambos?
Jorge Sousa: ​Começo, por referir, o ponto final da questão primeira, a capacidade de por as duas partes a dialogar. Como bem sabemos a capacidade de projetar capital português, face a outros players é relativamente diminuta, contudo se estivermos articulados nos dois locais, a capacidade de potenciar os investimentos aumenta, como tal o networking cá e lá, torna-se imprescindível. Portugal, não tem a massa critica de outras potencias, mas tem a arte e engenho que outros não tem, por conseguinte, a circularidade e a capacidade de dialogo dos diversos players no terreno, dá-nos uma vantagem competitiva substantiva, e isso, é o nosso trunfo ao ter as camara a funcionar em Portugal e no Senegal em unissono.​ E isso, torna-nos mais fortes, em vez de agirmos isoladamente, cada um per si, com os custos de contexto, a serem suportados só por um dos players.

 

Considerando as suas relações empresariais como classificaria a pertinência deste novo projeto corporativo entre estes dois mercados?
Ernesto Nobre: Tendo em conta a necessidade das empresas portuguesas  se internacionalizarem  e de  encontrarem mercados alternativos aos tradicionais Países de Língua Oficial Portuguesa, vulgo PALOP, e ao mercado da Comunidade Europeia, o mercado de África Francófona, e em particular o mercado do Senegal apresenta-se como um destino preferencial, uma prioridade e uma “rara” oportunidade.

Que visão tem sobre as iniciativas de promoção e cooperação interna da CCIPS, dando como exemplo as Tertúlias de Reflexão Estratégica que trimestralmente têm lugar em Santarém?
Ernesto Nobre: A proximidade, cumplicidade e a qualidade dos seus membros, permitem que se apresentem caminhos, temas e estratégias que acredito revelar-se-ão fundamentais para o sucesso da CCIPS e que trarão oportunidades para o tecido empresarial português.

A experiencia que possui no sector das relações com municípios é vasta, nesta medida que perfil de relações com as autarquias preconiza para uma organização como a CCIPS?
Ernesto Nobre: É minha convicção que os municípios que estiverem disponíveis, atentos e que se disponham a abraçar iniciativas da CCIPS, acrescentarão valor às suas politicas municipais , nomeadamente aos seus gabinetes de apoio ao empreendedorismo, munindo-os e acrescentando-lhes mais uma ferramenta, que acredito, se tornará de grande utilidade na possibilidade  de internacionalização ou de simples reforço, das empresas que gravitam na esfera de cada um dos concelhos.

 

Tertulias de Reflexão Estratégica CCIPS
No passado dia 23 de Junho em Santarém, a direção da Câmara de Comérico e Industria Portugal – Senegal e Africa Ocidental (CCIPS) assinalou, no âmbito de mais uma reunião de direção, a criação de uma iniciativa dedicada à promoção de estratégias de cooperação e de desenvolvimento economico entre o mercado nacional e de africa oeste, em particular o Senegal.
Assim se assinalou a 1ª Edição das Tertúlias de Reflexão Estratégica da CCIPS, a qual contou, para além dos membros da direção presentes, com ilustres convidados onde se destacou a presença de S.E. Embaixador do Senegal em Portugal, M. Cheihk Ndoye, e do Presidente da Câmara Municipal de Santarém, Dr. Ricardo Gonçalves.
Num espaço descontraido com traça arquitetónica bem portuguesa, a direção da CCIPS foi a anfitriâ de um conjunto restrito de convidados que animaram um almoço recheado de partilhas e debate de ideias sobre o potencial desta nova estrutura de cooperação e do seu papel na promoção das relações economicas, comerciais e culturais  entre empresas, empresários e instituições de Portugal e do Senegal.
Num discurso motivador, o Embaixador do Senegal deu o mote para a primeira reflexão da  Tertulia da CCIPS, ao que se seguiu a manifestação de apoio e incentivo do Presidente da Câmara de Santarém, municipio sede da CCIPS, pressupostos reveladores da pertinencia da iniciativa e que inspiraram as restantes intervenções dos membros da direção e restantes convidados.
O objetivo maior deste conceito é o de promover a interação da direção da CCIPS com os seus associados debatendo temas do quotidiano e proporcionando uma troca de ideias e de oportunidades de negócio com os convidados. O momento é igualmente propicio à receção de novos membros e a sua realização periódica integra o programa de atividades da CCIPS planeado para 2018 e 2019.

 

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