Entrevista a Filipe Lourenço, Presidente da UJE

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A Diplomatic Magazine entrevistou Filipe Lourenço, Presidente da UJE – União de Jovens Empresários da CE CPLP

 Qual o sentido de uma União de Jovens Empresários da CE CPLP neste preciso momento?
A UJE vai preencher uma lacuna que existe desde que a Confederação Empresarial foi criada em 2004, na medida em que uma franja empresarial que abrange um conjunto de empresários com cariz jovem e empreendedor estava por ser abrangida e dai a necessidade de criar esta nova estrutura. Vem colmatar um vazio e uma orientação estratégica da própria confederação que queria criar um organismo desta dimensão há já algum tempo.

Quais são os desafios que esperam encontrar?
Os desafios são grandes. Há o desafio de ligar os empresários, ligar culturas, ligar os países e de fazer história. O desafio maior que nos colocamos é o de fazer o que ainda não foi feito. Porque há muito ainda por fazer.

Quais os factores de diferenciação entre a UJE e outras estruturas existentes ligadas à CE CPLP?
Há um universo empresarial que pode ser abrangido pelas três entidades (CE CPLP, UE CPLP e FME) que são generalistas
A UJE é diferente. Uma empresa que tenha nos seus administradores pessoas com uma certa idade não se irá rever na UJE que é mais vocacionada para os jovens empresários.
Mas a diferenciação que queremos vincar é que sejamos um organismo que marque pelo dinamismo e pela forma de estar e contextualizar os negócios principalmente nos novos mercados que são observadores da CPLP.

O que podem os países observadores da CPLP, tomando como exemplo o Senegal, esperar da UJE na sua relação directa com os mercados fora da lusofonia?
Na minha qualidade de Presidente e porque tenho alguma relação histórica com a francofonia, diria que os empresários do Senegal podem contar com a UJE para apoiar na promoção das empresas nos mercados da CPLP e estas no Senegal e outros mercados francófonos.
Acredito que quanto mais relações conseguirmos alcançar num futuro próximo, mais global a CPLP se poderá tornar e mais amplitude poderá ter no futuro. Nesse sentido há um compromisso nosso para que estas relações se solidifiquem e se reforcem.

Em que medida o estabelecimento de protocolos internacionais de cooperação com mercados fora da comunidade lusófona podem contribuir para a afirmação e a consolidação da UJE?
Sou apologista de alargar os horizontes. A CPLP é composta por 9 países. Depois existem os países observadores e, neste momento, existem aqueles países que pretendem ser observadores mas ainda não são.
Considero que, criando obviamente regras para qua amanha não haja confusão, tem de haver uma abertura a outros mercados, até porque historicamente a língua portuguesa esteve na origem do mundo em que hoje vivemos e é muito importante que haja novamente uma abertura da língua portuguesa (e da CPLP) para todo o mundo.
Para nós, na UJE é fundamental que as ligações que existam não sejam cingidas apenas às estruturas e culturas existentes na CPLP.
Temos desenvolvido trabalhos dentro da esfera da CPLP mas também com outros mercados e outras associações e países fora da CPLP.

 

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