One Belt, One Road – A Nova Rota da Seda

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A Nova Rota da Seda (“One Belt, One Road” em inglês – ou “Yi Dai Yi Lu” em mandarim) apresentada pelo presidente chinês Xi Jinping é um investimento milionário. O governo chinês defende que seu objetivo é a prosperidade das regiões envolvidas, e não quer que a China seja vista como conquistadora. Estudiosos afirmam que a China, uma economia fortíssima em ascensão, é um possível rival dos Estados Unidos na hegemonia global. O poder político e econômico chinês não é algo de se ignorar. Entretanto, não é apenas um país que a China enfrenta, mas sim todo o sistema ocidental criado pelos Estados Unidos durante a Guerra Fria.
A iniciativa da Nova Rota da Seda dá a impressão de que a China quer criar um sistema próprio, não se importando em participar do já existente. Uma esfera de influência geopolítica na África e na Ásia pode proporcionar isso aos chineses.
Mais de 110 bilhões em dólares americanos, de capital público e privado chinês, foi injetado na iniciativa, que trabalhará com infraestruturas e comunicações na aproximação comercial oriental. A Rota da Seda original foi a inspiração simbólica do governo chinês.


De acordo com o governo chinês esta ambiciosa rede de conexões de infraestruturas, transportes e intercâmbio visa estabelecer um laço entre a China e o resto do mundo, sendo
Essencialmente uma iniciativa de cooperação internacional que estará aberta a todos os países e regiões que desejarem.
O plano abrange 68 nações, que somam 4,4 bilhões de pessoas e 40% do PIB mundial. Inclui diversos projetos, como o trem Madrid-Yiwu, o corredor China-Paquistão e um oleoduto que ligará o sul da China a Myanmar e ao Golfo de Bengala.
A previsão é que diversas cidades chinesas se transformem em centros logísticos de transporte na nova rota. O Governo chinês pretende desenvolver as províncias do oeste do país, mais pobres que as da costa, e criar novos mercados nos países da Ásia Central, tradicionalmente dominados pela Rússia. Por outro lado, também ambiciona aproveitar parte do excesso de produção que apresenta em setores como o aço, permitindo que as suas empresas de infraestruturas obtenham, no exterior, contratos que já não conseguem no saturado mercado interno.
Para a China, o projeto também tem uma importância geoestratégica uma vez que permitiria realizar o desejo de abrir uma saída para a África, Europa e Oriente Médio que não passe pelo congestionado estreito de Malaca nem por um possível conflito no Mar do Sul da China.

A Rota da Seda original
O primeiro imperador da Dinastia Han que há cerca de 2200 anos ficou conhecido como Gaozu de Han foi o ideólogo da incrível estratégia econômica que ficou  conhecida como “A Rota da Seda”. Ao abrir a China ao mercado externo, rotas de comércio foram estabelecidas, facilitando a troca entre os países orientais. Pastores nómadas foram os primeiros a explorar o caminho, anos antes do comércio. O principal produto, a seda, deu o nome à estratégia e ajudou a economia chinesa a crescer de um modo que nenhum outro país havia visto naqueles tempos. Ouro, prata, vinho, âmbar e jade eram outros produtos levados na rota, por camelos e cavalos.
Com o poder econômico, vem também a expansão. A China espalhou sua influência pelo continente asiático. A Rota da Seda atingiu até mesmo o Império Romano, interessado nos tecidos, trocando mercadorias com a China. Do Mar Mediterrâneo, as caravanas saíam de Antiqua e Tiro, passando pela Mesopotâmia, Irão e Bactros, dirigindo-se para Samarcanda, e por fim à cidade chinesa de Kashgar. Deste ponto, as mercadorias dividiam-se em duas – uma indo ao norte para Karashar; e outra ao sul pelo Rio Tarim, até Kancheu, Pequim e Nanquim.

 

 

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