Associação Portuguesa de Criadores do Cavalo Lusitano

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A Associação Portuguesa de Criadores do Cavalo Lusitano, criada em 1990, passou , por delegação do Estado Português,  a gerir o Livro Genealógico da Raça, mas também a ser a responsável pela promoção e divulgação do Cavalo Lusitano, em Portugal e no estrangeiro.
A procura por parte de muitos interessados em criar Lusitanos em vários países, com destaque no inicio da década de noventa para franceses, brasileiros, mexicanos, espanhóis e belgas, fez com que o crescimento da Raça fosse evidente e levasse ao aparecimento de  Associações de Criadores, que hoje já se contam por 19, espalhadas por todo o Mundo.
Sendo considerada uma ” Raça Mundial com sede em Portugal”, pois todos os animais nascidos pelo Mundo , para poderem ser inscritos no Livro Genealógico têm de ter o seu teste de paternidade através de DNA confirmado em Portugal pelo Laboratório de Genética Molecular de Alter, o crescimento da Raça tem sido evidente, comprovado pelo facto de 30 a 42% dos nascimentos mundiais se verificarem fora de Portugal.
Além dos 19 países com Associações de Criadores nasceram animais na Albânia, Angola, Bahamas, Barbados, Canada, Cuba, Guatemala, Guiana, Haiti, Hungria, Indonésia, Luxemburgo, Mónaco, Nicarágua, Nova Zelândia, Republica Dominica e Tailândia o que demonstra o interesse deste produto português de excelência cuja dispersão mundial não tem paralelo entre as Raças Zootécnicas Nacionais.
As qualidades do Lusitano e a sua capacidade de se adaptar às diferentes disciplinas equestres tornou-o no cavalo de eleição para o Toureio, a Equitação de Trabalho, a Arte Equestre e o Lazer, mas tendo cada vez maior destaque na Dressage e Atrelagem, com excelentes performances em Provas internacionais.
Em Portugal os criadores pretendem que os seus produtos, mantendo as características morfológicas e de temperamento que distinguem o Lusitano das outras Raças, sejam seleccionados cada vez mais para obterem animais com caracteres funcionais através dos quais se possam destacar nas modernas competições equestres internacionais, com destaque para a Dressage e Equitação de Trabalho (disciplinas onde se têm destacado nas mais importantes competições).
A APSL também tem tomado medidas nesse sentido pois além dos juízes que julgam os concursos de Modelo e Andamentos e as aprovações de animais para Reprodutores darem especial relevo aos aspectos racionais e de andamentos, tem promovido a Dressage (ao criar juntamente com a Federação Equestre Portuguesa um Plano de treinos e desenvolvimento de Cavalos Novos) e a Equitação de Trabalho (gerindo a disciplina a nível Nacional).
A política de gestão da Raça tem sido desenvolvida para dar maior destaque aos Reprodutores que se destacam pela sua qualidade no desempenho desportivo (Reprodutores Funcionais e Recomendados) e como pais (Reprodutores de Mérito) que vêm os seus bons desempenhos recompensados pela permissão de poderem beneficiar um maior número de éguas.
Por tudo isto a procura de Lusitanos passou de criadores (no inicio) também para utilizadores Profissionais que vêm no cavalo Português a montada ideal para a competição.

João Ralão
Associação Portuguesa de Criadores do Cavalo Lusitano

 

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