Identidade e Direitos da Mulher

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Falar da Federação das Mulheres para a Paz Mundial é falar da conquista para todas nós Mulheres e não só, pois nem sempre foi assim…
A história mostra-nos que os sistemas sociais que vigoraram ao longo dos tempos nas várias sociedades, nomeadamente ocidentais, fizeram com que o papel das mulheres fosse desvalorizado, diminuído e se mantivesse sem atualização ao longo da evolução cronológica e social.
De entre os vários fatores, os conflitos armados foram os que mais contribuíram e motivaram a violação de direitos das mulheres, permitindo aos homens, usar da sua condição de superioridade física e do estado caótico criado pelas guerras para, impunemente, infligirem humilhações físicas, psicológicas e verbais às mulheres.
O papel das mulheres até ao séc. XIX, circunscrevia-se praticamente ao lar, à reclusão monástica ou às festas mundanas.


Em 1893 a Nova Zelândia torna-se pioneira na luta pelo sufrágio feminino, seguido da Inglaterra e, mais tarde, veio mesmo a surgir o chamado movimento “sufragista”, que ganhou foros de internacionalidade e manifestação pública que, por vezes, teve focos de alguma violência até o voto feminino se expandir massivamente por todo o mundo.
Só a partir do século XX foram sendo tomadas medidas diversas na proteção dos direitos das mulheres, sendo que, uma delas foi a Convenção sobre a Eliminação de todas as Formas de Discriminação contra as Mulheres, adotada pelas Nações Unidas em 1979, por se verificar que as desigualdades e o desrespeito pela mulher continuaram mesmo após a institucionalização dos Direitos Humanos.
Todavia, em pleno Séc. XXI, ainda existem regiões do globo que insistem em manter o desfavorecimento das mulheres em relação aos homens, nomeadamente em África e Ásia e até mesmo na Europa.
O que leva então a que esta questão persista, mesmo depois de tantos direitos concedidos à Mulher?
Talvez signifique que o problema é muito mais profundo e a sua resolução não passa, apenas e tão só, pela mera concessão de direitos à Mulher.
Talvez seja necessário aprofundar e conhecer melhor a raiz do problema, enquanto por outro lado, se vai fazendo uma consciencialização no respeito por tais direitos.

Marta Carvalho Rodrigues
Presidente da Women’s Federation For World Peace Portugal

 

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