Corais Asiáticos em Perigo

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Se olharmos para as doenças dos recifes de corais asiáticos verificamos que também estão ligados ao grande problema dos plásticos nos oceanos. De acordo com uma equipa de cientistas que fez um estudo sobre este tema e que foi publicado no Journal of Science descobriu-se que cerca de 11 mil milhões de plásticos estão agarrados aos corais de recifes ao longo da região da Ásia-Pacífico. A previsão é que este número cresça assustadoramente – até 40% em 2025, o que significa 15,7 mil milhões de plásticos no mar.
Os recifes de corais, no contacto com o plástico, aumentam em 89% a probabilidade de desenvolvervárias doenças. Se não houver plásticos nos corais a probabilidade é de 4%. Este estudo foi feito em 154 recifes da Ásia-Pacífico.
Os cientistas referem ainda que a disparidade nas quantidades de resíduos plasmáticos acumulados entre os países em desenvolvimento e os países industrializados irá crescer consideravelmente. Um bom exemplo de preservação dos oceanos é a Austrália com um cuidado extremo na forma como preserva os seus mares.
Também aqui se levanta o problema da pesca e outros serviços ligados ao mar eao turismo com uma perda de cerca de 300 mil milhões de euros gerados em bens e serviços. Recordamos que mais de 275 milhões de pessoas dependem do trabalho com recifes de corais.


Os riscos de surtos de doenças no oceano são já uma realidade. É urgente eliminar a presença de plásticos nos oceanos para que se reduzam também as doenças que ameaçam a saúde dos ecossistemas e dos humanos. Cerca de 80% dos plásticos são originários da terra, pelo que é urgente diminuir os níveis destes detritos melhorando as infra-estruturas de gestão destes resíduos.
O governo da Noruega tendo consciência da importância dos mares na sua economia, levou a dar início a uma plataforma online apoiada pelas Nações Unidas e a que se vão juntar outros países criando uma liderança empresarial focada no crescimento, inovação e sustentabilidade do oceano.
De acordo com as palavras do ministro norueguês dos Transportes e da Indústria, Torbjørn RøeIsaksen, “a economia dos oceanos é particularmente importante para a Noruega. O nosso oceano é seis vezes maior que a nossa área terrestre. E indústrias como a do petróleo, a pesca e a indústria marítima, empregam 214.000 pessoas no país, e acreditamos que as economias do oceano criarão 40 milhões de empregos globalmente até 2030”.
Dando seguimento a este desafio as Nações Unidas – Meio Ambiente estão já a promover um curso gratuito para que qualquer cidadão consciente da importância da sua participação nesta luta contra os lixos dos oceanos possa atuar localmente na recuperação e conservação de ecossistemas marinhos.
Será que cada um de nós consegue chamar a si um bocadinho desta responsabilidade e ajudar a que os nossos peixes deixem de comer plástico?
Fica aqui o desafio!

Ana Lima
CEO da ALC Comunicação

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