Memória . Aristides de Sousa Mendes

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Aristides de Sousa Mendes foi um prestigiado diplomata português que salvou 30.000 vidas do Holocausto, emitindo-lhes vistos que se destinavam quer a indivíduos, quer a famílias. De 16 a 23 de Junho de 1940, Aristides de Sousa Mendes desobedeceu às ordens impostas pelo governo de Salazar, guiando-se pelos ditames da sua consciência moral.

À medida que recrudescia a ameaça nazi e a perseguição de milhares de Judeus por toda a Europa se intensificava, milhares de refugiados judeus, em Bordéus, procuraram os consulados de Portugal e de Espanha, em busca de vistos para escapar a uma morte certa.

Entre 17 a 19 de Junho, o cônsul português emitiu 30.000 vistos, contra as ordens expressas do governo português. Acabou por ser demitido após 30 anos de carreira diplomática.

Aristides de Sousa Mendes morreu no dia 3 de Abril de 1954, mas lutou pela justeza dos seus feitos até ao seu último suspiro.

Em 1966 o estado de Israel declarou Aristides de Sousa Mendes “Justo entre as Nações” e em 1986 o Congresso dos Estados Unidos emitiu uma proclamação em honra do seu acto heróico. Mais tarde foi finalmente reconhecido pelo estado Português, tendo sido apresentadas desculpas à família e Aristides de Sousa Mendes promovido postumamente à categoria de embaixador. O rosto de Sousa Mendes apareceu impresso em selos em vários países.

“Aquele que salva uma vida está a salvar toda a Humanidade.”

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